Recurso hoje já não é o maior problema para o agronegócio

PRESS RELEASE

RECURSO HOJE Já NãO é O MAIOR PROBLEMA PARA O AGRONEGóCIO

Conclusão foi unânime entre os participantes do Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio e B3 – Brasil Bolsa Balcão nesta segunda (6/8), em São Paulo

Para palestrantes e debatedores do painel Fontes de Financiamento para o Agronegócio, do Congresso Brasileiro do Agronegócio, recursos para o agronegócio atualmente já não é o maior problema do setor. “Houve uma mudança para os pequenos e médios produtores, temos a certeza de que os recursos estão indo para a produção. O lançamento do LCA  – Letra de Crédito do Agronegócio transformou o mercado e houve uma série de evoluções em termos de financiamentos. O crédito rural no futuro estará mais direcionado para o pequeno e médio produtor e as grandes empresas se voltarão para o mercado de capital. Por isso, recurso não é o problema hoje para o mercado”, afirmou Rui Pereira Rosa, superintendente de Agronegócio no Bradesco.

Outro ponto fundamental para assegurar recursos financeiros ao setor, de acordo com Tarcísio Hübner, vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, é garantir a segurança jurídica. “Precisamos de um conjunto legal que dê conforto jurídico aos investidores, principalmente para estimular a reconstrução e ampliação da infraestrutura, uma das áreas que mais prejudica atualmente a produtividade do agronegócio brasileiro”, afirmou Hübner durante o painel.

No entender do economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio diretor da MB Associados, além da segurança jurídica necessária para atrair investimentos para a infraestrutura, é necessário ter projetos mais aprimorados. “De maneira geral, nós pecamos em não dedicarmos mais tempo para fazer bons projetos de desenvolvimento e execução de obras de infraestrutura. Nessa área, temos obras bem-feitas, mas também tivemos projetos problemáticos”, comentou Mendonça de Barros, acentuando ainda que investimento em infraestrutura será o grande motor do crescimento futuro.

Sobre a questão dos subsídios, todos os debatedores concordam que ainda é um instrumento necessário, porém que deveria ser utilizado de forma mais específica, como por exemplo, para locais ou para produtores que têm dificuldade de captação de recursos. “No Santander, percebemos uma mudança no perfil do tomador e o subsidio é necessário em casos como o Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar”, ressaltou Carlos Aguiar Neto, diretor de Agronegócios do Banco Santander Brasil.

Mendonça de Barros fez ainda uma análise da situação atual do país em termos de juros e inflação. “Nós corremos o risco de virar um país normal, a depender das eleições. Se o próximo presidente avançar em termos de ajustes fiscal, consolidar a inflação e a taxa de juros em patamares mais baixos por um longo prazo, teremos a oportunidade de promover uma revolução no crédito”, afirmou.

Para Fabio Zenaro, diretor da B3, nessas condições de normalidade, as grandes empresas terão acesso de recursos via mercado de capitais, sendo a melhor maneira de captação. “Temos que ter a preocupação de que os recursos precisam ser alocados de forma correta. Isso significa que precisamos continuar a melhorar a questão da segurança jurídica, mas já avançamos com a Cédula do Produtor Rural (CPR) Digital e ajustes em regulamentações”, finalizou.

O Congresso Brasileiro do Agronegócio prestou algumas homenagens, por meio dos seus já tradicionais prêmios. Para o Prêmio Norman Borlaug, a escolhida foi a consultora em Biossegurança e Biosseguridade, Leila dos Santos Macedo, que é bacharel em Química, mestre e doutora em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz no tema Biossegurança e de 1995 a 1999, fez parte e presidiu a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), período em que teve contribuição decisiva para dissipar conflitos entre os diversos órgãos relacionados com a questões de biossegurança. Foi durante sua passagem pela Comissão, que o primeiro transgênico foi aprovado no Brasil.

Para o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo, o homenageado foi o Presidente da CNA – Confederação Nacional da Agricultura, João Martins da Silva Junior. Pecuarista, com 50 anos de experiência na área, é graduado em Administração de Empresas e foi fundador e primeiro tesoureiro da Central de Cooperativas de Leite da Bahia. Na década de 1980, foi vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, entidade que veio a presidir em 2000. Exerceu cargos nas direções do Sebrae – Bahia, Senar-BA, no Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, entre outras instituições.

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